A natureza da felicidade

Consideremos a natureza da felicidade. A primeira coisa a assinalar é que a felicidade é uma qualidade relativa. Experimentamo-la diferentemente de acordo com as circunstâncias. O que traz bem-estar a uma pessoa pode fazer sofrer outra. Todos nós, em geral, nos sentiríamos muito infelizes se fôssemos condenados à prisão perpétua. Mas um criminoso passível de pena de morte ficaria provavelmente muito contente ao ver a sua pena comutada em prisão perpétua.

O lado bom do mundo

Olhar para o lado bom da vida não significa fechar os olhos às ameaças terroristas ou à crise económica, fazendo de conta que não existem. Olhar para o lado bom da vida é uma opção. É escolher olhar para as pessoas boas e corajosas de que a vida está cheia, para os acontecimentos, descobertas ou iniciativas que trazem o bem e dignificam os seres humanos, dar-lhes importância e privilegiá-los em relação às outros, aqueles que a comunicação social atira cá para fora às centenas, quotidianamente.

O presente é uma dádiva

O mundo está cheio de problemas. Haverá sempre problemas no mundo, haverá sempre problemas na nossa vida. Como alguém disse, a prática é sobre como viver com alegria neste mundo difícil. Então, temos de entender que há problemas, que haverá problemas, que nunca virá o dia em que não haja problemas.

O amor é compreensão

Quando as pessoas falam de amor, referem-se habitualmente ao que existe entre pais e filhos, marido e mulher, membros de uma mesma família, casta ou país. Como a natureza de um tal amor depende das noções de “eu” e de “meu”, esse sentimento permanece ao nível do apego e da discriminação.

A economia da compaixão

O Dr. G. Vankataswamy nasceu em 1918 numa pequena aldeia do Sul da Índia. Formou-se em clínica geral em 1944 e alistou-se no exército como médico. Porém, em 1948 (apenas com 30 anos), teve de se reformar devido a uma artrite reumatóide que lhe deformou os dedos por completo. Essa doença mudou o rumo da sua vida para sempre.