O que é importante?

Renúncia é uma palavra que ninguém gosta de ouvir. Cheira assim a coisa fora de moda, a convento, a celibato forçado… Mesmo no contexto budista, sugere a ideia de abandonar tudo, deixar para trás prazeres, amigos, bens e ir enfiar-se num sítio solitário, viver com o mínimo, privar-se de tudo. E para quê?

Tiro no pé

Sair da negatividade não é fácil. Na realidade, é um círculo vicioso. As experiências negativas geram expectativas negativas, as quais, por sua vez, condicionam-nos para interpretar negativamente as novas experiências. E, quando elas surgem, saímos delas reforçados na nossa maneira negativa de vermos o mundo, pensando: “Eu já sabia que isto ia acontecer!”

O carácter inevitável do sofrimento

Não sei se são como eu, mas quando oiço falar do carácter inevitável do sofrimento fico sempre um pouco desconfortável. Apesar de conviver com os ensinamentos budistas há cerca de 38 anos e de ter ouvido, reflectido e até ensinado as quatro nobres verdades vezes sem conta, provavelmente a sua realidade ainda não deve ter penetrado em mim como era suposto.