Estabilidade

Quando a vida nos sorri é fácil sentirmo-nos estáveis. Não nos apercebemos, então, de todo o apego escondido nessa falsa estabilidade. Estamos apegados a pessoas e situações, a opiniões, estatuto e, claro, objetos materiais que, mais tarde ou mais cedo, irão deixar-nos ficar mal. As coisas são, por natureza, impermanentes e passageiras. A mente não…

Emoções cultivadas

Os mais recentes estudos sobre a relação entre o corpo e o espírito revelam coisas que já tínhamos podido constatar pela experiência mas que agora se precisaram. Estabeleceu-se uma correspondência clara entre a atividade das regiões frontais esquerdas do cérebro e os sentimentos da alegria e entusiasmo e a actividade das regiões frontais direitas e sentimentos de tristeza e depressão.

Karma, a causalidade dos atos

Dado que todos queremos ser felizes e não sofrer e que tudo fazemos para isso, nunca lhe ocorreu perguntar-se porque continua a existir tanto sofrimento? Como é possível que, apesar de aspirarmos unicamente a ser felizes e fazermos todos os esforços para evitar a dor, acabemos tantas vezes por sofrer e fazer sofrer os outros?

Crie laços calorosos

Paradoxalmente, o desenvolvimento dos meios de comunicação e das redes sociais, o estilo de vida moderno leva-nos a viver mais isolados uns dos outros. Teoricamente, estamos mais próximos do nosso vizinho do lado do que quando vivíamos disseminados em grandes espaços, mas, na prática podemos partilhar vários anos o mesmo prédio sem lhe dizermos bom-dia.

Saber o que somos

Os Ocidentais atingiram um nível técnico surpreendentemente avançado. Fabricam máquinas que permitem a deslocação pelos ares a grande velocidade ou a exploração das profundezas dos mares; podem mesmo ver instantaneamente o que se passa no mundo inteiro e fora do planeta.

A atitude interior

Uma conhecida história tibetana conta que, um dia, um viajante que passava, a pé, numa estrada no Tibete, encontrou uma pequena figura de Buda caída no chão. Com imenso respeito, pegou nela, limpou-lhe o pó, pô-la em cima de uma pedra e procurou à volta algo com que protegê-la.

A atenção

Quando não estamos conscientes dos nossos atos, palavras e pensamentos é difícil criar espaço para os podermos observar. Este tipo de atenção é algo muito aberto que nada tem a ver com o controlo: as pessoas muito controladas estão sempre a medir e a avaliar os seus comportamentos para não caírem em excessos ou não mostrarem fraquezas. Mas não é a este tipo de atenção que me refiro.

Ser ou ter?

Para muitos de nós ser é ter. A identificação do ego estende-se do “eu” ao “meu” e faz com que dinheiro, casas, carros, gadgets, roupa e uma infinidade de coisas pareçam acrescentar solidez e prestígio ao “eu”. Mas, como a sede de solidificação do ego é inextinguível, ele está sempre em busca de novas identificações e sempre a tentar preencher o vazio existencial a que deu origem.

Somos amor

Quando perdemos alguma coisa ou alguém que eram importantes para nós, sentimos o vazio deixado pela perda. Achamos, claro, que se trata de uma consequência natural e não nos questionamos mais. Mas, se pensarmos melhor, uma vez que o que perdemos não faz parte de nós, não nasceu connosco

Somos crustáceos

Muitas pessoas dizem-se “sensíveis” quando, na realidade são apenas suscetíveis. Qual a diferença? A suscetibilidade é uma hiper-reatividade a tudo o que tenha, ou pareça ter, a ver connosco. Uma pessoa suscetível reage à mais pequena coisa, quer lhe seja dirigida ou não, fazendo um drama de coisas sem qualquer importância.

A culpa é sempre dos outros

Se pensar em todos os conflitos e problemas relacionais da sua vida é provável que, numa grande percentagem, os atribua às atitudes erradas dos outros. Quando estamos sob o domínio do ego não nos conseguimos enxergar. Por isso, se conseguir admitir que tenha também alguma responsabilidade, é sinal de que começa a ganhar consciência.

Cada dia é um dia

Sempre que especulamos sobre a duração de uma situação, criamos um sofrimento extra, totalmente desnecessário. Na verdade, a única coisa a gerir é este preciso instante pelo que a duração é somente um conceito sem realidade tangível e imediata. No entanto, é um conceito que nos assusta e angustia, muito mais do que o sofrimento real que estamos a experienciar, aqui e agora.

Contentamento

Muitos consideram o contentamento contraproducente. Se todos estivéssemos satisfeitos com o que possuímos não haveria progresso nem ambição, dizem eles. Qualquer coisa nos satisfaria e não faríamos o menor esforço para melhorar. Obviamente, não é disso que se trata.