Kyabje Trulshik Rinpoche

Kyabje Trulshik Rinpoche nasceu em 1923, em Yardrok Taklung, no Tibete central. Ainda muito jovem foi reconhecido como a reencarnação do Tertön Dongak Lingpa e é igualmente considerado como a reencarnação de outros grandes mestres do Tibete e da Índia. Rinpoche estudou com os maiores mestres da sua época e recebeu uma educação totalmente tradicional.…

Kyabje Dudjom Rinpoche

Nascido, em 1904, numa família nobre da província de Pemakö, Kyabje Dudjom Rinpoche foi reconhecido aos três anos como a reencarnação de Dudjom Lingpa, um grande descobridor de Tesouros. Recebeu ensinamentos dos maiores mestres da sua época. Aos quatorze anos deu pela primeira vez a transmissão do Rintchen Terdzö e compôs os seus primeiros escritos…

Sua Santidade o Dalai Lama

Nascido na província de Amdo em 1935, Sua Santidade o Dalai Lama é, simultaneamente, o guia espiritual do Tibete e uma referência no mundo budista. Até há pouco, Sua Santidade era também o líder político do governo tibetano. Personificação da actividade compassiva, Sua Santidade o Dalai Lama trabalha incessantemente para a transmissão dos ensinamentos do…

Sr. Ego – T3 ep 6 – Quem não sente não é filho de boa gente

Se há coisa que o Sr. Ego detesta é sentir-se vulnerável. Vulnerável é o mesmo, para ele, do que fraco, exposto, passível de ser humilhado a qualquer momento. Ele que se abotoa de sobretudos desnecessários e armaduras enferrujadas e quer – sempre – ter razão e levar a melhor, não suporta abrir mão da sua parafernália e sentir aquele ponto sensível, quase doloroso, bem no centro do coração.

Sr. Ego T3 ep.1 – O coração fala mais alto

Ouve-se cada vez mais falar de neuro-ciências e das novas descobertas a nível dos efeitos quase milagrosos da meditação. Imagens de monges budistas (por exemplo, Matthieu Ricard e Mingyur Rinpoche) em meditação com as cabeças cobertas de censores já nos são familiares. A neuro plasticidade do cérebro e a possibilidade de alterar as conexões neuronais expressam-se no título de uma das conferências de Matthieu Ricard “Mude o espírito, mude o cérebro”.

O Sr. Ego T1 ep.6 – Malmequer, bem-me-quer…

Amor é uma palavra enorme: cabem lá dentro sentimentos diversos e contraditórios que parecem excluir-se mutuamente. Por amor dá-se a vida, salva-se, acarinha-se, protege-se e (alegadamente) também por amor mata-se, condena-se, rejeita-se e ataca-se. Parece até – e vejam a contradição! – que mais depressa queremos bem a quem mal conhecemos do que àqueles que nos estão ligados por laços mais estreitos. Porque será?

O que é importante?

Renúncia é uma palavra que ninguém gosta de ouvir. Cheira assim a coisa fora de moda, a convento, a celibato forçado… Mesmo no contexto budista, sugere a ideia de abandonar tudo, deixar para trás prazeres, amigos, bens e ir enfiar-se num sítio solitário, viver com o mínimo, privar-se de tudo. E para quê?

Tiro no pé

Sair da negatividade não é fácil. Na realidade, é um círculo vicioso. As experiências negativas geram expectativas negativas, as quais, por sua vez, condicionam-nos para interpretar negativamente as novas experiências. E, quando elas surgem, saímos delas reforçados na nossa maneira negativa de vermos o mundo, pensando: “Eu já sabia que isto ia acontecer!”

O carácter inevitável do sofrimento

Não sei se são como eu, mas quando oiço falar do carácter inevitável do sofrimento fico sempre um pouco desconfortável. Apesar de conviver com os ensinamentos budistas há cerca de 38 anos e de ter ouvido, reflectido e até ensinado as quatro nobres verdades vezes sem conta, provavelmente a sua realidade ainda não deve ter penetrado em mim como era suposto.

A natureza da felicidade

Consideremos a natureza da felicidade. A primeira coisa a assinalar é que a felicidade é uma qualidade relativa. Experimentamo-la diferentemente de acordo com as circunstâncias. O que traz bem-estar a uma pessoa pode fazer sofrer outra. Todos nós, em geral, nos sentiríamos muito infelizes se fôssemos condenados à prisão perpétua. Mas um criminoso passível de pena de morte ficaria provavelmente muito contente ao ver a sua pena comutada em prisão perpétua.

O lado bom do mundo

Olhar para o lado bom da vida não significa fechar os olhos às ameaças terroristas ou à crise económica, fazendo de conta que não existem. Olhar para o lado bom da vida é uma opção. É escolher olhar para as pessoas boas e corajosas de que a vida está cheia, para os acontecimentos, descobertas ou iniciativas que trazem o bem e dignificam os seres humanos, dar-lhes importância e privilegiá-los em relação às outros, aqueles que a comunicação social atira cá para fora às centenas, quotidianamente.

O presente é uma dádiva

O mundo está cheio de problemas. Haverá sempre problemas no mundo, haverá sempre problemas na nossa vida. Como alguém disse, a prática é sobre como viver com alegria neste mundo difícil. Então, temos de entender que há problemas, que haverá problemas, que nunca virá o dia em que não haja problemas.

O amor é compreensão

Quando as pessoas falam de amor, referem-se habitualmente ao que existe entre pais e filhos, marido e mulher, membros de uma mesma família, casta ou país. Como a natureza de um tal amor depende das noções de “eu” e de “meu”, esse sentimento permanece ao nível do apego e da discriminação.