Vários temas de budismo

Estabilidade

Quando a vida nos sorri é fácil sentirmo-nos estáveis. Não nos apercebemos, então, de todo o apego escondido nessa falsa estabilidade. Estamos apegados a pessoas e situações, a opiniões, estatuto e, claro, objetos materiais que, mais tarde ou mais cedo, irão deixar-nos ficar mal. As coisas são, por natureza, impermanentes e passageiras. A mente não…

Emoções cultivadas

Os mais recentes estudos sobre a relação entre o corpo e o espírito revelam coisas que já tínhamos podido constatar pela experiência mas que agora se precisaram. Estabeleceu-se uma correspondência clara entre a atividade das regiões frontais esquerdas do cérebro e os sentimentos da alegria e entusiasmo e a actividade das regiões frontais direitas e sentimentos de tristeza e depressão.

Karma, a causalidade dos atos

Dado que todos queremos ser felizes e não sofrer e que tudo fazemos para isso, nunca lhe ocorreu perguntar-se porque continua a existir tanto sofrimento? Como é possível que, apesar de aspirarmos unicamente a ser felizes e fazermos todos os esforços para evitar a dor, acabemos tantas vezes por sofrer e fazer sofrer os outros?

Saber o que somos

Os Ocidentais atingiram um nível técnico surpreendentemente avançado. Fabricam máquinas que permitem a deslocação pelos ares a grande velocidade ou a exploração das profundezas dos mares; podem mesmo ver instantaneamente o que se passa no mundo inteiro e fora do planeta.

A atenção

Quando não estamos conscientes dos nossos atos, palavras e pensamentos é difícil criar espaço para os podermos observar. Este tipo de atenção é algo muito aberto que nada tem a ver com o controlo: as pessoas muito controladas estão sempre a medir e a avaliar os seus comportamentos para não caírem em excessos ou não mostrarem fraquezas. Mas não é a este tipo de atenção que me refiro.

Somos amor

Quando perdemos alguma coisa ou alguém que eram importantes para nós, sentimos o vazio deixado pela perda. Achamos, claro, que se trata de uma consequência natural e não nos questionamos mais. Mas, se pensarmos melhor, uma vez que o que perdemos não faz parte de nós, não nasceu connosco

A culpa é sempre dos outros

Se pensar em todos os conflitos e problemas relacionais da sua vida é provável que, numa grande percentagem, os atribua às atitudes erradas dos outros. Quando estamos sob o domínio do ego não nos conseguimos enxergar. Por isso, se conseguir admitir que tenha também alguma responsabilidade, é sinal de que começa a ganhar consciência.

Contentamento

Muitos consideram o contentamento contraproducente. Se todos estivéssemos satisfeitos com o que possuímos não haveria progresso nem ambição, dizem eles. Qualquer coisa nos satisfaria e não faríamos o menor esforço para melhorar. Obviamente, não é disso que se trata.

Sr. Ego T3 ep.1 – O coração fala mais alto

Ouve-se cada vez mais falar de neuro-ciências e das novas descobertas a nível dos efeitos quase milagrosos da meditação. Imagens de monges budistas (por exemplo, Matthieu Ricard e Mingyur Rinpoche) em meditação com as cabeças cobertas de censores já nos são familiares. A neuro plasticidade do cérebro e a possibilidade de alterar as conexões neuronais expressam-se no título de uma das conferências de Matthieu Ricard “Mude o espírito, mude o cérebro”.

O Sr. Ego T1 ep.6 – Malmequer, bem-me-quer…

Amor é uma palavra enorme: cabem lá dentro sentimentos diversos e contraditórios que parecem excluir-se mutuamente. Por amor dá-se a vida, salva-se, acarinha-se, protege-se e (alegadamente) também por amor mata-se, condena-se, rejeita-se e ataca-se. Parece até – e vejam a contradição! – que mais depressa queremos bem a quem mal conhecemos do que àqueles que nos estão ligados por laços mais estreitos. Porque será?