Karma, a causalidade dos atos

Dado que todos queremos ser felizes e não sofrer e que tudo fazemos para isso, nunca lhe ocorreu perguntar-se porque continua a existir tanto sofrimento? Como é possível que, apesar de aspirarmos unicamente a ser felizes e fazermos todos os esforços para evitar a dor, acabemos tantas vezes por sofrer e fazer sofrer os outros?

Crie laços calorosos

Paradoxalmente, o desenvolvimento dos meios de comunicação e das redes sociais, o estilo de vida moderno leva-nos a viver mais isolados uns dos outros. Teoricamente, estamos mais próximos do nosso vizinho do lado do que quando vivíamos disseminados em grandes espaços, mas, na prática podemos partilhar vários anos o mesmo prédio sem lhe dizermos bom-dia.

Saber o que somos

Os Ocidentais atingiram um nível técnico surpreendentemente avançado. Fabricam máquinas que permitem a deslocação pelos ares a grande velocidade ou a exploração das profundezas dos mares; podem mesmo ver instantaneamente o que se passa no mundo inteiro e fora do planeta.

Somos amor

Quando perdemos alguma coisa ou alguém que eram importantes para nós, sentimos o vazio deixado pela perda. Achamos, claro, que se trata de uma consequência natural e não nos questionamos mais. Mas, se pensarmos melhor, uma vez que o que perdemos não faz parte de nós, não nasceu connosco

Somos crustáceos

Muitas pessoas dizem-se “sensíveis” quando, na realidade são apenas suscetíveis. Qual a diferença? A suscetibilidade é uma hiper-reatividade a tudo o que tenha, ou pareça ter, a ver connosco. Uma pessoa suscetível reage à mais pequena coisa, quer lhe seja dirigida ou não, fazendo um drama de coisas sem qualquer importância.

A culpa é sempre dos outros

Se pensar em todos os conflitos e problemas relacionais da sua vida é provável que, numa grande percentagem, os atribua às atitudes erradas dos outros. Quando estamos sob o domínio do ego não nos conseguimos enxergar. Por isso, se conseguir admitir que tenha também alguma responsabilidade, é sinal de que começa a ganhar consciência.

Cada dia é um dia

Sempre que especulamos sobre a duração de uma situação, criamos um sofrimento extra, totalmente desnecessário. Na verdade, a única coisa a gerir é este preciso instante pelo que a duração é somente um conceito sem realidade tangível e imediata. No entanto, é um conceito que nos assusta e angustia, muito mais do que o sofrimento real que estamos a experienciar, aqui e agora.

Vamos salvar o Tachi!

Há quatro anos escrevi um livro para crianças, três contos de inspiração budista que falam das coisas importantes da vida em linguagem que as crianças entendem e os adultos gostam. Ringu Tulku Rinpoche, ele próprio autor de alguns livros para crianças, escreveu um prefácio de que muito me honro.​