Somos amor

Quando perdemos alguma coisa ou alguém que eram importantes para nós, sentimos o vazio deixado pela perda. Achamos, claro, que se trata de uma consequência natural e não nos questionamos mais. Mas, se pensarmos melhor, uma vez que o que perdemos não faz parte de nós, não nasceu connosco

O Sr. Ego T1 ep.6 – Malmequer, bem-me-quer…

Amor é uma palavra enorme: cabem lá dentro sentimentos diversos e contraditórios que parecem excluir-se mutuamente. Por amor dá-se a vida, salva-se, acarinha-se, protege-se e (alegadamente) também por amor mata-se, condena-se, rejeita-se e ataca-se. Parece até – e vejam a contradição! – que mais depressa queremos bem a quem mal conhecemos do que àqueles que nos estão ligados por laços mais estreitos. Porque será?

O lado bom do mundo

Olhar para o lado bom da vida não significa fechar os olhos às ameaças terroristas ou à crise económica, fazendo de conta que não existem. Olhar para o lado bom da vida é uma opção. É escolher olhar para as pessoas boas e corajosas de que a vida está cheia, para os acontecimentos, descobertas ou iniciativas que trazem o bem e dignificam os seres humanos, dar-lhes importância e privilegiá-los em relação às outros, aqueles que a comunicação social atira cá para fora às centenas, quotidianamente.

O amor é compreensão

Quando as pessoas falam de amor, referem-se habitualmente ao que existe entre pais e filhos, marido e mulher, membros de uma mesma família, casta ou país. Como a natureza de um tal amor depende das noções de “eu” e de “meu”, esse sentimento permanece ao nível do apego e da discriminação.

A economia da compaixão

O Dr. G. Vankataswamy nasceu em 1918 numa pequena aldeia do Sul da Índia. Formou-se em clínica geral em 1944 e alistou-se no exército como médico. Porém, em 1948 (apenas com 30 anos), teve de se reformar devido a uma artrite reumatóide que lhe deformou os dedos por completo. Essa doença mudou o rumo da sua vida para sempre.

A força do altruísmo

Num mundo em que o individualismo tem ganho terreno ano após ano, tudo que nos nos liga uns aos outros tem desaparecido. Já sem falar do modo de vida tribal – que foi o nosso durante milhões de anos – e onde a cooperação era fundamental para a sobrevivência, tínhamos, no nosso passado recente, a comunidade do bairro, da aldeia, ou mesmo da pequena vila onde as pessoas se conheciam e onde, em muitos casos, prevalecia a troca de serviços ou de “favores”.