Estabilidade

Quando a vida nos sorri é fácil sentirmo-nos estáveis. Não nos apercebemos, então, de todo o apego escondido nessa falsa estabilidade. Estamos apegados a pessoas e situações, a opiniões, estatuto e, claro, objetos materiais que, mais tarde ou mais cedo, irão deixar-nos ficar mal. As coisas são, por natureza, impermanentes e passageiras. A mente não…

Emoções cultivadas

Os mais recentes estudos sobre a relação entre o corpo e o espírito revelam coisas que já tínhamos podido constatar pela experiência mas que agora se precisaram. Estabeleceu-se uma correspondência clara entre a atividade das regiões frontais esquerdas do cérebro e os sentimentos da alegria e entusiasmo e a actividade das regiões frontais direitas e sentimentos de tristeza e depressão.

Saber o que somos

Os Ocidentais atingiram um nível técnico surpreendentemente avançado. Fabricam máquinas que permitem a deslocação pelos ares a grande velocidade ou a exploração das profundezas dos mares; podem mesmo ver instantaneamente o que se passa no mundo inteiro e fora do planeta.

A atenção

Quando não estamos conscientes dos nossos atos, palavras e pensamentos é difícil criar espaço para os podermos observar. Este tipo de atenção é algo muito aberto que nada tem a ver com o controlo: as pessoas muito controladas estão sempre a medir e a avaliar os seus comportamentos para não caírem em excessos ou não mostrarem fraquezas. Mas não é a este tipo de atenção que me refiro.

Somos crustáceos

Muitas pessoas dizem-se “sensíveis” quando, na realidade são apenas suscetíveis. Qual a diferença? A suscetibilidade é uma hiper-reatividade a tudo o que tenha, ou pareça ter, a ver connosco. Uma pessoa suscetível reage à mais pequena coisa, quer lhe seja dirigida ou não, fazendo um drama de coisas sem qualquer importância.

Sr. Ego T3 ep.1 – O coração fala mais alto

Ouve-se cada vez mais falar de neuro-ciências e das novas descobertas a nível dos efeitos quase milagrosos da meditação. Imagens de monges budistas (por exemplo, Matthieu Ricard e Mingyur Rinpoche) em meditação com as cabeças cobertas de censores já nos são familiares. A neuro plasticidade do cérebro e a possibilidade de alterar as conexões neuronais expressam-se no título de uma das conferências de Matthieu Ricard “Mude o espírito, mude o cérebro”.

O Sr. Ego T1 ep.6 – Malmequer, bem-me-quer…

Amor é uma palavra enorme: cabem lá dentro sentimentos diversos e contraditórios que parecem excluir-se mutuamente. Por amor dá-se a vida, salva-se, acarinha-se, protege-se e (alegadamente) também por amor mata-se, condena-se, rejeita-se e ataca-se. Parece até – e vejam a contradição! – que mais depressa queremos bem a quem mal conhecemos do que àqueles que nos estão ligados por laços mais estreitos. Porque será?

Tiro no pé

Sair da negatividade não é fácil. Na realidade, é um círculo vicioso. As experiências negativas geram expectativas negativas, as quais, por sua vez, condicionam-nos para interpretar negativamente as novas experiências. E, quando elas surgem, saímos delas reforçados na nossa maneira negativa de vermos o mundo, pensando: “Eu já sabia que isto ia acontecer!”