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Viver em gratidão

Quando pensamos ou recordamos algo, produz-se uma reação bioquímica no cérebro que o faz libertar certos sinais químicos. Assim, se materializam os pensamentos, como mensagens químicas que nos fazem sentir exatamente como estávamos a pensar.

Se nos habituarmos a certo tipo de pensamentos, por exemplo, de revolta, as nossas células começam a desenvolver os recetores específicos para as substâncias com que são bombardeadas quotidianamente. Na prática, o que acontece é que, como toxicodependentes em abstinência, vamos procurar razões para continuar a sentir revolta, mesmo que não haja realmente motivos para tal. Assim, acabamos por viver num estado de revolta permanente, independentemente do que nos rodeia.

A boa notícia é que, se nos habituarmos a sentimentos positivos, como a gratidão, por exemplo, vai acontecer o mesmo, ou seja, vamos também encontrar motivos para estarmos gratos, mesmo em situações que poderiam parecer impossíveis para outras pessoas. Por fim, acabaremos por viver “em gratidão” como este jovem, doente de sida, que dizia: Lido com esta doença encarando-a como um dos melhores mestres que já tive. Trato-a com respeito. Tento amá-la. Falo com ela. Digo: comigo estás segura. Não te preocupes. Não te odeio. Não estou certo de que travar amizade com este vírus que tenho dentro de mim tenha algum impacto curativo, mas sei que me ajuda a prosseguir. Se a minha atitude for boa, se me sentir feliz e cheio de generosidade, sinto que posso viver com este vírus dentro de mim durante muito tempo.”[1]

[1] Citado por Larry Dossey em Palavras que Curam, Sinais de Fogo, página 139.

This Post Has 3 Comments

  1. Manuela Lemos

    Muito bom querida Tsering.
    Obrigada e beijinhos
    Manela

  2. Maria Valentim

    Temos que acumular muitas pedras brancas para ultrapassar as pretas.

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