Dois tipos de meditação
Os gregos aconselhavam: “Conhece-te a ti próprio”. A meditação é uma ferramenta perfeitamente adequada para esse auto-conhecimento. Todas e quaisquer formas de meditação no Budismo tibetano têm sempre dois aspetos.
Os gregos aconselhavam: “Conhece-te a ti próprio”. A meditação é uma ferramenta perfeitamente adequada para esse auto-conhecimento. Todas e quaisquer formas de meditação no Budismo tibetano têm sempre dois aspetos.
Que ligação existe entre o corpo e o espírito na meditação? Tal como em todas as áreas da vida, o corpo não funciona sem a mente, nem a mente sem o corpo. Uma alteração da respiração tem efeito sobre a mente, e quando a mente está agitada, a respiração altera-se.
Algumas pessoas gostam de meditar em grupo, outras não. Como todas as coisas na vida, meditar em grupo tem vantagens e desvantagens.
Aquilo que tomamos como real e inquestionável é sempre uma experiência da mente. Que tipo de existência terá fora dela? Esta é uma investigação que temos de fazer.
A grande maioria de nós vive alienada do momento presente, mergulhada em pensamentos e cogitações, absorvida pelo mental e os seus incessantes tormentos. Como vivemos em total desatenção do que se passa à nossa volta, tornamo-nos insensíveis à beleza que nos rodeia e às pequenas coisas nas quais se encontra uma grande parte da felicidade.
A meditação traz-nos de volta para o momento, para a realidade concreta da nossa experiência. Permite-nos ganhar consciência de coisas óbvias como respirar, ouvir, sentir, ter consciência de estarmos sentados ou a andar. Permite-nos notar tudo, sem julgamento, sem comentários.
Não somos os nossos pensamentos, ou melhor, não somos apenas os pensamentos. Quando começamos a reconhecê-los, começamos também a reconhecer a “Presença Espaçosa” dentro as qual eles ocorrem e que tem a capacidade de os reconhecer.
Muitas pessoas pensam que a meditação consiste em esvaziar a mente dos pensamentos. Embora seja natural que o seu ritmo abrande depois de algum treino, haverá sempre pensamentos. Tal como existe sempre movimento à superfície da água, mesmo a mais calma, também existe sempre movimento no espírito.
Meditar é treinarmo-nos a deslocar a nossa atenção do pensamento para algo que esteja a ocorrer aqui e agora. Pode ser um objeto exterior como a chama de uma vela, uma flor ou uma imagem; pode ser a perceção dos sons que nos rodeiam; podem ser as sensações físicas que estamos a experimentar. Uma das técnicas mais utilizadas é a observação da própria respiração.
Muitas pessoas pensam que a meditação consiste em esvaziar a mente dos pensamentos mas, tal como existe sempre movimento à superfície da água, mesmo a mais calma, também existe sempre movimento no espírito. A meditação não serve para acabarmos com os pensamentos mas para descobrirmos que podemos não ser manipulados por eles.