Estar bem entre quatro paredes
Temos permanecido em casa muito mais do que de costume. As saídas fazem-se raras e o convívio é digital. Nada de abraços, nada de beijos... Mas, ainda assim, temos de cuidar…
Temos permanecido em casa muito mais do que de costume. As saídas fazem-se raras e o convívio é digital. Nada de abraços, nada de beijos... Mas, ainda assim, temos de cuidar…
Não estamos habituados a passar tanto tempo connosco. As variadas ocupações e distrações da nossa vida habitual protegem-nos dos pensamentos recorrentes, do stress, das ruminações. Na atual situação, em que…
Às vezes não conseguimos esquecer, e muito menos perdoar, o mal que achamos que nos foi feito. Mantemos vivas essas memórias dolorosas e deixamos que rodem na nossa mente como roupa no tambor da máquina. E, enquanto assim fazemos, sofremos.
Como valorizamos o nosso bem-estar em relação ao dos outros? Onde assentar a base para o respeito e como cultivá-lo ativamente. Um método ancestral e muito simples.
Enquanto a vida vai acontecendo Instante a instante sem nunca parar Sinto a eternidade de cada momento Na atenção que ponho em cada respirar O passado passou, o futuro está…
De acordo com os ensinamentos de Buda, a natureza da realidade é a produção em interdependência. Nenhum fenómeno ou objeto existe por si próprio, nenhum possui qualidades ou características próprias, inerentes e intrínsecas.
Estamos tão presos na nossa teia espácio-temporal que todas as nossas experiências ou momentos conscientes são sempre referenciados. Isto passou-se depois daquilo; desloquei-me daqui para ali; estou a Norte ou a Sul; antes ou depois.
“Todos os fenómenos compostos são impermanentes” – eis uma afirmação que, quando integrada à nossa forma de viver, faz de nós budistas praticantes e, ao mesmo tempo, pessoas mais realistas, mais adaptadas à forma como as coisas são de facto.
Quando ouvimos falar de “viver no momento presente”, temos às vezes esta dúvida: se a única coisa real é o momento presente, como posso fazer planos para o futuro? Viver no presente não significa que não possamos fazer planos.
Às vezes as nuvens que ensombram a nossa experiência com um véu de separação dissipam-se num breve momento. Sentimo-nos parte de um todo, como uma gota de água cuja existência se fundiu no oceano. Estamos no fluxo, ou como dizem os americanos “we got in the zone”.